ago 10, 2026

Madeira para telhado: quais espécies usar, quais peças compõem a estrutura e como não errar na especificação

A estrutura do telhado é uma das partes mais permanentes de uma edificação. Uma vez executada, ela fica escondida sob as telhas por décadas, suportando carga de vento, peso da cobertura e as variações climáticas que o Maranhão impõe ao longo do ano. Apesar disso, a especificação da madeira para telhado ainda é feita de […]
Estrutura de telhado em madeira com tesouras, terças e caibros durante a construção.
A escolha da espécie, da bitola e da qualidade da madeira é essencial para garantir a durabilidade e a segurança da estrutura do telhado.

A estrutura do telhado é uma das partes mais permanentes de uma edificação. Uma vez executada, ela fica escondida sob as telhas por décadas, suportando carga de vento, peso da cobertura e as variações climáticas que o Maranhão impõe ao longo do ano.

Apesar disso, a especificação da madeira para telhado ainda é feita de forma genérica em muitas obras: ‘manda caibro e ripa’ sem definir espécie, sem critério de resistência e sem considerar o ambiente de uso. O resultado aparece anos depois, quando a estrutura começa a apresentar problemas que custam muito mais para corrigir do que custariam para prevenir.

Quais peças compõem a estrutura de um telhado de madeira

Antes de escolher a madeira, é preciso entender o que será construído. Uma estrutura de telhado convencional em madeira é composta por peças com funções distintas:

Tesoura ou treliça: estrutura triangulada que forma o vão principal do telhado. Transfere a carga das telhas para as paredes ou pilares. É a peça de maior responsabilidade estrutural.

Terça: viga horizontal que apoia os caibros. Corre paralela à cumeeira, fixada sobre as tesouras ou sobre as paredes.

Caibro: peça inclinada que corre da cumeeira até a beira. Recebe o peso das ripas e das telhas e transfere para as terças.

Ripa: peça horizontal fixada sobre os caibros, onde as telhas são encaixadas ou fixadas. Em alguns sistemas, substituída por sarrafo.

Cumeeira: peça no ponto mais alto do telhado, que fecha a ligação entre as duas vertentes.

Cada uma dessas peças tem exigências técnicas específicas em termos de resistência à flexão, ao cisalhamento e à compressão. A espécie e a bitola precisam ser definidas considerando o vão, a inclinação e o peso das telhas.

Espécies indicadas para madeira de telhado no Nordeste

A escolha da espécie é o primeiro critério técnico. No contexto climático do Maranhão e do Nordeste, com alto calor, umidade elevada e período chuvoso intenso, as espécies precisam oferecer durabilidade natural adequada, especialmente em peças que ficam expostas a variações de umidade.

As espécies mais utilizadas e tecnicamente indicadas para estrutura de telhado na região são:

Maçaranduba: extremamente densa e resistente. Excelente para terças e caibros submetidos a cargas elevadas. Resistência natural a fungos e insetos.

Jatobá: alta durabilidade e resistência à flexão. Funciona bem em tesouras e peças estruturais principais.

Angelim vermelho: boa resistência mecânica, durabilidade natural elevada e boa disponibilidade no mercado do Nordeste. Indicadas para tesouras, terças e caibros de vãos maiores.

Existem outras espécies que podem ser utilizadas em telhado, mas a mais utilizada é a Maçaranduba.

Critérios de especificação além da espécie

Espécie certa com bitola errada também compromete a estrutura. A bitola das peças de telhado deve ser definida pelo cálculo estrutural, considerando:

O vão entre apoios: quanto maior o vão livre, maior a seção transversal necessária para caibros e terças. Um caibro de 6×3 cm funciona para vãos curtos, mas pode flechar em vãos maiores.

O peso das telhas: telhas cerâmicas pesam significativamente mais do que telhas de fibrocimento ou metal. A estrutura para cada tipo é dimensionada de forma diferente.

A inclinação: inclinações menores concentram mais esforço de flexão nas peças. O cálculo muda conforme o projeto.

Outro critério é o teor de umidade da madeira no momento da instalação. Madeira com teor de umidade elevado vai secar depois de instalada, gerando retração que pode abrir juntas, afrouxar fixações e gerar fissuras nas peças.

Erros comuns na compra de madeira para telhado

Pedir por quantidade sem especificar espécie: o fornecedor entrega o que tem em estoque, que pode não ser adequado para a aplicação.

Não verificar defeitos no recebimento: empenamentos e rachaduras nas extremidades comprometem a peça antes mesmo de ser instalada. Todo lote de madeira para estrutura de telhado deve ser inspecionado no recebimento.

Reutilizar madeira de escoramento na estrutura de telhado: peças que passaram por ciclos de uso em fôrmas e escoramento podem ter microfissuras invisíveis que só aparecem sob carga permanente.

Subestimar a necessidade de tratamento: para pinus e espécies de menor durabilidade natural, o tratamento preservativo não é opcional no clima do Nordeste.

A Moxotó Madeiras e o fornecimento para cobertura

A Moxotó Madeiras fornece madeira estrutural para telhado em São Luís e no Maranhão há mais de 38 anos. Temos estoque permanente das principais espécies nativas indicadas para cobertura no nosso clima, com bitolas padronizadas e rastreabilidade de lote.

Nosso time técnico orienta a especificação antes do pedido, considerando a aplicação, o vão e o tipo de telha. Porque uma estrutura de telhado bem especificada não dá trabalho por décadas. Uma mal especificada começa a dar problema antes do prazo.

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